Em busca da inovação nas empresas de TI

 

Conheça neste artigo o que é inovação, o que as empresas de TI precisam para alcança-la e como a gestão de inovação pode auxiliar nesta tarefa. Descubra ainda algumas das estratégias utilizadas por duas grandes empresas de TI para inovar

 

O Brasil é um país que vem ganhando destaque no cenário internacional graças ao fortalecimento da sua economia. Contudo, ainda existem muitos problemas que estão longe de serem resolvidos, entre eles a escassez de inovação. Este problema reflete a cultura de um país onde raramente existe Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) dentro das empresas.

 

Uma pesquisa da Forbes que classifica as 100 empresas mais inovadoras do mundo comprova essa carência quando mostra apenas uma empresa brasileira nesta lista, a Natura Cosméticos. A lista decepciona ainda mais por não ter nenhuma empresa de TI, foco deste artigo.

 

Mas por que raios isso acontece no Brasil?

Será que o país não tem o apoio governamental para inovar? Será que a cultura das empresas é a única responsável? Será que realizar P&D basta?

Estas não são perguntas simples de serem respondidas. Neste artigo buscaremos algumas respostas e soluções.

Talvez um bom início seja pela definição de inovação. Utilizaremos a proposta do Manual de Oslo, documento responsável por padronizar conceitos referentes a P&D. O Manual define inovação como sendo:

implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas

Aplicando esta definição nas empresas de TI temos que a inovação pode ocorrer principalmente nos produtos/serviços (softwares) e no processo de desenvolvimento. Neste ponto já encontramos uma facilidade, a “matéria prima” para o desenvolvimento de novos softwares. Não é necessário comprar equipamentos caros para inovar nessa área. Isso está longe de ser um fator que motive as empresas a inovar. Então…

O que as empresas de TI precisam para inovar?

Precisam querer. Quando digo querer, me refiro a um desejo da alta gerência que deve ser repassado e compreendido como meta para todos os demais níveis hierárquicos da empresa, ou seja, uma abordagem top-down de comprometimento. Quando a empresa não nasceu para inovar esta abordagem acarreta em mudanças de cultura e de nada adianta investir em inovação se a cultura da empresa não mudar.

Quando passa a existir um comprometimento com o desejo de inovação, a organização pode começar a se preocupar com diversos outros fatores envolvidos, como incentivos, cultura e gestão. Neste artigo abordaremos um destes fatores, a gestão de inovação, capaz de canalizar as ideias interessantes e evoluí-las com o objetivo de gerar valor diferenciado para os clientes.

Gestão de inovação

A gestão de inovação deve existir para que as ideias consigam ser desenvolvidas a fim de que se transformem em produtos inovadores. Para isso é necessário que exista uma meta clara em inovação por parte do gestor. Esta meta deve contar, de acordo com Trimble (guru da área), com o uso de previsões, planejamento e métricas:

Sabemos que grande parte do que prevemos estará errado – o resultado incerto é uma das características que define a inovação. Mas devemos fazer uma previsão e ajustá-la continuamente, do mesmo modo que fazemos com hipóteses científicas: temos um pressuposto, um ponto de partida. E é com base nisto que começamos a buscar o desenvolvimento, registrando cada etapa, para sistematizar o desenvolvimento e a aquisição do conhecimento

A Figura 1 mostra algumas necessidades e desafios para a gestão de inovação. O conjunto adaptado destas peças podem ajudar as organizações a alcançar este objetivo. Em seguida conheceremos um pouco mais sobre estes aspectos.

Figura 1 Aspectos envolvidos na Gestão de Inovação

A gestão de inovação deve contar inicialmente com um conjunto de processos e ferramentas apropriados, como exemplo de ferramentas temos os brainstorms com pessoas de perfis diferentes. Os processos e ferramentas dão margem para um artigo inteiro, logo serão analisados futuramente. Dessa forma, neste artigo abordaremos as duas outras peças chaves para a inovação, os ambientes propícios e os funcionários como motor gerador de ideias.

Ambientes propícios

De acordo com Maricilia & Silmara:

As empresas devem fornecer um ambiente propício à inovação e criatividade. Para que este ambiente realmente aconteça, o trabalhador deve estar capacitado, motivado e, acima de tudo, sentir parte dos processos da empresa. A empresa, por seu lado, deve mostrar que o trabalhador é fundamental na organização e que valoriza seu trabalho e potencial.

Escorregador do Googleplex

 

Talvez seja por isso que vemos hoje em dia empresas de TI que se parecem mais com um parque de diversão do que com empresas. Para motivar seus funcionários as empresas são capazes de fornecer diversos confortos, como, ambientes de trabalho personalizados, flexibilidade de horários, ausência de regras para roupas, salas de jogos, entre diversos outros.

 

 

 

Funcionários como motor gerador de ideias

Para inovar uma empresa não precisa de gênios criativos, basta que aproveitem as ideias dos seus funcionários. Eles possuem conhecimentos e experiências de vida singulares, que podem ser unidos com o desenvolvimento de software para geração de produtos inovadores. A maioria dos desenvolvedores de software têm ideias inovadoras que não são implementadas por falta de tempo. Isso pode mudar a partir do momento que a empresa investe no potencial criativo dos seus funcionários através, por exemplo, de bonificações pelas boas ideais.

Maricilia e Silmara ainda destacam que:

as pessoas precisam ser ouvidas, reconhecidas pelos seus pares e se sentirem realizadas, tanto no aspecto econômico como no pessoal

Para entendermos na prática como algumas das peças da gestão de inovação são desenvolvidas nas grandes empresas de TI reconhecidas pela inovação, vamos conhecer algumas das estratégias da Google e da Facebook.

Ambiente de trabalho no Googleplex

Processo de Inovação na Google

Quando ouvimos falar em inovação na Google a primeira informação disponível (também a mais comentada) é o fato dos engenheiros poderem dedicar 20% do tempo em suas ideias, sendo que eles têm liberdade para escolher entre temas que os interessam ou que julgam ser valiosos para a empresa.

A verdade é que esta não é a característica inovadora mais importante da Google e sim apenas uma das chaves. Ainda como parte da gestão está o estímulo para que todos (executivos, gerentes, empregados e usuários) tenham ideias e as compartilhem através do fórum interno da empresa. Com relação ao ambiente a empresa também cumpre seu papel oferecendo aos seus funcionários desde salas de jogos a restaurantes exóticos. Os funcionários da empresa, apoiados pela gestão, passam a ter tudo que precisam para criar e inovar, recebendo as devidas recompensas quando suas propostas são escolhidas para serem evoluídas.

 

 

 Processo de Inovação na Facebook

Uma das edições do Hackathon

 

 

A estratégia mais conhecida da Facebook para inovar chama-se Hackathon. Trata-se de um desafio jogo onde os funcionários podem se agrupar para transformar em curto espaço de tempo QUALQUER ideia em algo real. O evento ocorre à noite em um ambiente totalmente descontraído e estimulante onde se misturam ideias de engenheiros com pessoas de marketing, designers entre os demais funcionários da empresa. Os resultados gerados não viram produtos instantaneamente mais permitem o inicio de discussões e feedbacks para que os protótipos evoluam. Várias das ideias que surgiram em edições do Hackathon resultaram em produtos como mensageiro de vídeo e sugestão de amigos.

Esta estratégia é um dos destaques da gestão de inovação da Facebook. Entre as principais vantagens da sua utilização estão:

· Criar um meio propício para a discussão de ideias;

· Minimizar a discussão das ideias vagas, permitindo a criação de protótipos que levam a discussões ricas;

· Forçar as pessoas a serem criativas, sendo que o prazo apertado é um catalizador para a criatividade.

Conclusão

As empresas de TI devem ter a qualidade como algo certo e a inovação como meta para que possam gerar valor diferenciado para os clientes e para colocar o Brasil no mapa dos países inovadores. A gestão de inovação com ambiente propício e funcionários como motor gerador de ideias pode e deve ser adaptada a realidade das empresas brasileiras para apoiar na geração de softwares e processos criativos.

Neste artigo conhecemos alguns caminhos para que as empresas de TI comecem a pensar em inovação como um diferencial no mercado. Existem muitas outras questões para serem analisadas como incentivos governamentais e o papel da Universidade. Estas questões ficarão para os próximos artigos… até lá :) !

Na empresa onde você trabalha existe inovação?
Não deixe de comentar como ela acontece por aí!

Outras Leituras Recomendadas

Jonathan Mumm descreve a importância e os ganhos de um hackathon neste artigo http://blog.mumm.me/?p=174

Vale a pena ler como foi uma das edições do Hackathon na Facebook descrito por Aditya Agarwal http://ja-jp.facebook.com/blog.php?post=2234227130

Creating Environments That Optimize Creativity and Inspiration http://designshack.co.uk/articles/business-articles/creating-environments-that-optimize-creativity-and-inspiration/

Referências

Gestão do Processo de Inovação (Wendell Carvalho). Link: http://www.slideshare.net/wendellcarvalho/palestra-gesto-do-processo-de-inovao-nas-empresas-comagep-wendell-carvalho

Inovação “o caminho para o sucesso contínuo” Grupo RM. Link: http://www.slideshare.net/augustocvp/inovao-criatividade

A inovação além da ideia. Especial Inovação com Chris Trimble por Paulo Ferreira. Link: http://www.mundodomarketing.com.br/3,19676,a-inovacao-alem-da-ideia.-especial-inovacao-com-chris-trimble.htm

9 Princípios de Inovação do Google. Link: http://criatividadeaplicada.com/2008/03/17/os-9-principios-de-inovacao-do-google/

Inovação Coletiva para empreendedores. Link: http://exame.abril.com.br/revista-exame-pme/edicoes/0030/noticias/inovacao-coletiva

10 empresas que investem em inovação coletiva. Link: http://exame.abril.com.br/negocios/inovacao/noticias/10-empresas-que-investem-em-inovacao-coletiva?p=10#link

Da motivação para inovação. Link: http://www.fae.edu/publicacoes/pdf/revista_da_fae/fae_v5_n3/o_processo_de_motivacao.pdf

Innovate The Google Way. Link: http://www.innovationfactory.eu/2009/02/09/innovate-the-google-way/

Why innovation is messy. Link: http://www.valuedance.com/blog/article/-why-innovation-is-messy

Manual do Oslo. Link: http://www.finep.gov.br/imprensa/sala_imprensa/manual_de_oslo.pdf

 

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Graph database: Soluções na literatura e implementações disponíveis

Conheça neste artigo as características dos modelos de graph database, aplicações que podem se beneficiar,  soluções na literatura e implementações disponíveis

Introdução

As redes complexas, segundo Newman (2003), são redes de dados onde a relação entre os elementos é tão ou mais importante que os próprios elementos. Ao representá-las através de grafos a relação é descrita pelas arestas e os elementos pelos vértices. Alguns exemplos destas redes são as sociais, as de informação e as biológicas.

A utilização de modelos de bancos de dados tradicionais para o armazenamento das redes complexas pode gerar gargalos na manipulação dos dados, devido a grande quantidade de dados normalmente existente. Além disso, os modelos tradicionais não são capazes de explorar os fundamentos dos grafos com respeito aos seus relacionamentos, vizinhanças e padrões (Angles, R. & Gutierrez, C. 2008). Com isso, surge a necessidade de um modelo de banco de dados baseado em grafos e capaz de corresponder às peculiaridades das redes complexas.

O modelo de graph database, como é chamado, caracteriza-se por ter estruturas de dados onde os esquemas e/ou instâncias são modelados como grafos (Angles, R. & Gutierrez, C. 2008).

De acordo com Angles, R. & Gutierrez, C. (2008) existem diversas vantagens ao se utilizar este modelo, entre elas:

· Graph database permite uma modelagem mais natural dos dados no contexto das redes complexas;

· Possibilidade de consultas que aproveitam a estrutura dos grafos, através de operações na linguagem de consulta que permitam, por exemplo, retornar os vértices adjacentes;

· Ao trabalhar diretamente com grafos e operações relacionadas, o nível de abstração aumenta facilitando a manipulação dos dados pelo desenvolvedor;

· As implementações dos modelos podem disponibilizar algoritmos de grafos eficientes para a realização de operações específicas.

Aplicações para os Graph Database

Existem diversas aplicações que podem se beneficiar do modelo dos graph databases, Newman (2003), dividiu-as em quatro classes distintas, sendo elas: redes sociais; redes de informação; redes de tecnologia; e redes biológicas.

· Redes Sociais: Neste tipo de rede os vértices são compostos por pessoas ou grupos e as arestas descrevem os relacionamentos. Alguns exemplos são as redes de amizades (Facebook e Orkut) e negócios (Linkedin);

· Redes de Informação: As redes deste grupo modelam fluxos de informações. Elas são utilizadas, por exemplo, para relacionar citações de trabalhos acadêmicos e para relacionar classes de palavras em dicionários de sinônimos;

· Redes Tecnológicas: Estas redes são caracterizadas pela importância dos aspectos geográficos e espaciais das estruturas. Alguns exemplos são: redes de computadores, redes de energia elétrica, rotas aéreas, redes de telefonia, sistemas de informação geográfico (GIS).

· Redes Biológicas: As redes biológicas representam informações biológicas onde existe um grande volume de dados de difícil gestão e análise. Estas redes ocorrem na regulação de genes, mapas metabólicos, estruturas químicas e relacionamento entre as espécies.

A utilização de uma estrutura de armazenamento em grafos traz benefícios para as redes complexas porque várias das operações necessárias podem ser realizadas aproveitando os algoritmos propostos na Teoria dos Grafos. Como exemplo: GIS utiliza operações de métricas para descobrir a distancia entre as entidades e o diâmetro da rede; as redes reguladoras utilizam o grau dos vizinhos próximos para descobrir a correlação de pares forte; e as redes sociais podem utilizar medidas para encontrar, por exemplo, o caminho mínimo entre duas pessoas da rede.

Definição de Modelo para Graph Databases

Os modelos de graph database têm como fundamentação formal definições matemáticas de grafos. Alguns exemplos destas definições que podem ou não ser utilizadas são, grafos direcionados ou não-direcionados, rotulados ou não rotulados, hipergrafos e etc. Um modelo de graph database é composto de três componentes básicos, uma estrutura de dados adequada, uma linguagem de transformação e restrições de integridade.

A estrutura de dados de um modelo se preocupa em definir como as informações serão armazenadas. Angles, R. & Gutierrez, C. (2008) mostraram que existe certo consenso na literatura com relação a este aspecto, onde de uma forma geral as estruturas para os esquemas e as instâncias são grafos rotulados e direcionados. Estes autores ainda mostraram que alguns trabalhos definem modelos utilizando a orientação a objetos.

A linguagem de transformação é responsável por definir como os dados devem ser manipulados. Esta linguagem deve incluir as operações que poderão ser realizadas, levando em consideração as características dos grafos como arestas, vizinhos, subgrafos e conectividade.

As restrições de integridade são responsáveis pela consistência dos dados. Essas restrições podem ser organizadas em consistência esquema-instância, integridade referencial e dependências de inclusão e funcional. Alguns exemplos de restrições são os rótulos com nomes únicos e restrições de digitações nos vértices.

Os componentes básicos que foram descritos são a base para os diversos modelos de graph database presentes na literatura. A seguir será apresentada uma visão geral destes modelos.

Graph Database na Literatura

As pesquisas iniciais relacionadas ao modelo de graph database não são recentes, sendo que, os primeiros estudos datam 1975 através de Roussopoulos e Mylopoulos que propuseram uma rede semântica para armazenar dados. Entretanto, apenas nas últimas décadas implementações dos modelos passaram a ser utilizadas em pesquisas e empresas, principalmente devido ao crescimento das redes sociais e redes biológicas.

O trabalho de Angles, R. & Gutierrez, C. (2008) realizou uma revisão bibliográfica sobre este assunto e mapeou de acordo com a Figura 1 o histórico do desenvolvimento dos modelos de graph database. Nesta Figura os vértices indicam modelos e as arestas citações.

Figura 1 Histórico do desenvolvimento dos modelos de Graph Database (Angles, R. & Gutierrez, C. 2008)

Apesar dos primeiros estudos terem iniciados em 1975 a maioria dos trabalhos apareceram muitos anos depois. Algumas das razões para isso foram que a comunidade envolvida com banco de dados passou a trabalhar com dados semiestruturados e pesquisadores que trabalhavam com graph databases passaram a trabalhar com aplicações particulares como dados espaciais, web e documentos.

A Figura 1 permite observar que alguns modelos foram extremamente influentes, entre eles o GOOD (Gyssens et al. 1990). Esta proposta utiliza a orientação a objetos e teve como objetivo ser uma base teórica para sistemas na qual manipulação e representação são baseados em grafos.

Existem propostas que utilizam generalizações de grafos apenas para modelagem de dados. Contudo, foram Levene & Poulovassilis (1990) que introduziram o modelo de banco de dados baseado em grafos chamado de Hypernode.

Cada trabalho presente na Figura 1 possui características específicas dos modelos, entretanto, este artigo não pretende explorar os detalhes de cada um, caso deseje conhecer mais sobre os modelos consulte o trabalho de Angles, R. & Gutierrez, C. (2008).

Graph Database na Prática

Os modelos de graph database precisam ser instanciados e transformados em ferramentas para que seja possível sua utilização. Com base nesta necessidade surgiram diversas propostas de implementações para graph databases. Entre estas propostas, algumas (Neo4J, OrientDB, DEX, InfoGrid, HyperGraphDB, InfiniteGraph e Sones) foram analisadas.

O estudo permitiu verificar que a maioria das implementações utilizam modelos de graph data base baseados em propriedades e na orientação a objetos. Apenas o Neo4J e OrientDB se preocupam em garantir as propriedades da ACID (atomicidade, consistência, integridade e durabilidade). As ferramentas Neo4J, DEX e HyperGraphDB disponibilizam algoritmos clássicos para a manipulação dos dados, entre eles, o algoritmo de Dijkstra é o único presente nas três ferramentas. Algumas das implementações são open source, entre elas, Neo4J, InfoGrid e Sones. Uma tabela comparando todas as características está disponível abaixo.

Conclusão

A utilização de graph databases para otimizar a manipulação de dados das redes complexas se mostrou uma opção adequada e não tão recente, apesar de ter ganho destaque na última década graças ao crescimento das redes sociais e biológicas.

Os modelos de graph database apresentam como características comuns a estrutura de dados, a linguagem de transformação e as restrições de integridade. Conhecemos também os vários modelos presentes na literatura, com destaque para alguns extremamente influentes como o GOOD.

Por fim, o artigo apresentou uma comparação entre as ferramentas disponíveis no mercado para trabalhar com graph database em redes complexas. Conhecemos as ferramentas disponíveis, com destaque para o Neo4J, uma implementação open source, capaz de garantir ACID e com diversos algoritmos disponíveis.

Referencias

ANGLES, R. & GUTIERREZ, C. Survey of graph database models. ACM Comput. Surv., 40(1):1–39, 2008.

IMPLEMENTAÇÕES GRAPH DATABASES. Acessado em: 27/06/2011

ww.graph-database.org/implementations/

ALGORITMOS DO NEO4J. Acessado em: 28/06/2011

http://docs.neo4j.org/chunked/stable/graph-algo.html

ALGORITMOS DO DEX. Acessado em: 28/06/2011

http://sparsity-technologies.com/downloads/javadoc.pdf

ALGORITMOS DO HYPERGRAPHDB. Acessado em: 28/06/2011

http://www.hypergraphdb.org/docs/javadoc/org/hypergraphdb/algorithms/GraphClassics.html


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Artigo na Java Magazine 92

Java Magazine 92

 

Olá pessoal,

Estou meio afastado do blog por conta do Mestrado, mas logo postarei algumas novidades e ideias sobre o que estou trabalhando atualmente…

O post hoje é pra divulgar a Edição 92 da Revista Java Magazine na qual publiquei o artigo “Integrando JSF 2 e Spring 3”. Este trabalho apresenta as configurações, arquitetura e exemplos da integração através do Spring Web Flow. O principal objetivo foi mostrar como aproveitar o melhor que cada uma destas ferramentas têm a oferecer.

Além disso, o leitor encontrará respostas para as seguintes perguntas:

  • O que sua aplicação web ganha utilizando JSF2?
  • O que sua aplicação web ganha utilizando o Spring 3?
  • Quais as vantagens da integração entre o JSF2 e o Spring 3?
  • Quais as desvantagens desta integração?

O artigo ainda apresenta os conceitos básicos do Spring Web Flow e as desvantagens em utilizá-lo.

Agradeço mais uma vez ao Eduardo Spínola (@eduspinola) pela oportunidade!

Link do Artigo no site da Devmedia: Integrando JSF 2 e Spring 3

Link da Edição 92 da Revista: Java Magazine 92

Grande abraço,

José Alexandre Macedo

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DevInCachu e Como Aprender a Programar

logo

 

DevInCachu 2011

No último sábado 30/4 aconteceu em Cachoeiro do Itapemirim a primeira edição do DevInCachu, um evento criado para reunir os profissionais, estudantes, professores que trabalham com desenvolvimento de software no Espírito Santo.
Foi um evento fantástico com uma organização para ninguém botar defeito, ótimas palestras, muito networking e coffee breaks caprichados…
Diversos reviews estão disponíveis explicando melhor o evento e tudo que rolou. Como não vou falar de tudo, se quiser saber mais acesse:

- Léo Hackin

- Jeveaux

- Magno Machado

- Andrews Medina

Como aprender a programar

Vou focar este post em uma das palestras que tratou de um assunto que me interessa muito, educação. A palestra, chamada "Quer Aprender a Programar Direito? Pergunte-me como!", foi ministrada por Henrique Bastos (@henriquebastos), que compartilhou conosco um pouco da sua vivência nas comunidades cariocas de software e nos chamou a atenção para um problema muito conhecido dos estudantes de computação do país, o desinteresse e a dificuldade em aprender. A partir disso, Bastos nos levou até a Teoria do Construtivismo de Piaget para mostrar a importância da prática ser aplicada junto a teoria.

O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estimulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. A partir de sua ação, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo. (Linha Construtivista)

Houve ainda uma alusão a Donald Knuth, quando diz “Arte e Ciência são duas faces da mesma moeda.”. Bastos sugeriu que encarássemos a  prática e a teoria também como dois lados da mesma moeda, lembrando que uma não vive sem a outra.
Depois disso foram propostas duas estratégias para auxiliar o ensino da programação de software, os dojos e forks.

Slides da Apresentação do Henrique Bastos

 

Saiba o que o pessoal que trabalha nas grandes empresas do país e do mundo acham de um dojo

Dojorio: muito além do código! from Henrique Bastos on Vimeo.

Este vídeo foi apresentado para alunos ingressantes de um curso de computação da UFF. Leia o relato no Henrique Bastos aqui

Um ótimo artigo sugerido por Bastos que mostra como a falta de prática é um problema não só na área da computação é este Richard Feynman on education in Brazil

 

Conclusão

Espero com este post auxiliar na propagação destas estratégias de aprendizado que são extremamente interessante e aplicáveis, trazendo diversas outras vantagens além de aprender a programar melhor, como treino da lógica e do trabalho em grupo.


O que podemos fazer?

A Ufes ja teve 4 edições de dojos organizadas pelo João (@jvrmaia). Estou negociando com ele e com o Maycon (@mayconmaia) a data para a volta dos dojos na Ufes,  convidando os alunos do DA e pessoas de fora que desejarem participar. Esperamos que surjam mais iniciativas não só no Espírito Santo mas também nos outros estados do país!

E você, o que pretende fazer na sua facudade ou empresa?

Abraços,
Jose Alexandre

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Artigo na Java Magazine 88

Java Magazine 88

 

 

Olá pessoal,

Venho hoje divulgar um artigo meu presente na Revista Java Magazine 88 (Fevereiro/2011). Este artigo aborda as novidades do framework Spring Security 3 e é a segunda e última parte de uma mini-série.

Entre as novidades que o leitor poderá conferir e aprender estão:

  • Configuração de acesso utilizando SpEL;
  • Novidades no uso da Spring Security Tag Library;
  • Melhorias no suporte ao OpenId através do Atributte Exchange;
  • Novas possibilidades de acesso com Kerberos.

Além disso, os desenvolvedores que precisarem migrar da versão anterior do framework conhecerão as mudanças necessárias nos códigos e configurações.

Link do Artigo no site da Devmedia: Spring Security 3 – Parte 2

Link da Edição 88 da Revista: Java Magazine 88

Grande abraço,

José Alexandre Macedo

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